O calendário erótico Sexy Monsters [+18]

Hora de trocar o calendário dos quartos de marinheiros e adolescentes excitados. Pin up agora é coisa do passado.

Descobri por acaso a ilustradora Erika Deoudes, que é a mente genial e habilidosa por trás de desse calendário bizarro, e aquele bizarro do jeito que a gente gosta. Ela não só é criativa como também adora filmes de terror. Dessa mistura saiu um calendário com alguns monstros bem conhecidos do cinema, sensualizando ao extremo.

Tem o Alien, Lobisomem, Predador, Nosferatu, Zumbis e, minha nossa, até a Bolha Assassina. Ela ainda faz a combinação de alguns meses com o nome de cada monstro. E tá cheio de ilustrações bacanas, à venda, na lojinha dela no Etsy.

Mas vamos lá, dá uma disfarçada ai. E olha bem pros lados pra ter certeza que está sozinho(a) que é hora do porns:

Janeiro – Lobisomem

Janeiro

Fevereiro – Bolha Assassina

fevereiro

Maio – Alien

Maio

Julho – Zuul (caça fantasmas)

julho

Setembro – Brainssss

setembro

Outubro – Predador

outubro

Novembro – Nosferatu

novembro

E se isso não te excitar, não sei o que mais poderia.

Saindo da caverna em 3,2,…

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Platão, homem intelectualizado pacas, criou um diálogo pra explicar seu ponto de vista sobre o conhecimento, de uma maneira dramática e filosófica, e num texto que se tornou atemporal, chamado Mito da Caverna.

O barato é o seguinte. Você está numa caverna, na verdade você nasceu lá. Acorrentado pelos pés e pescoço, junto com outras pessoas. A caverna tem um larga abertura para entrada do sol e umas brisas. Acontece que existe um muro entre aqueles que vivem na caverna e quem está lá fora. Os presos estão acorrentados de costas para o muro, ou seja, sua unica visão pelo resto da vida é a parede da caverna.

Mencionei que o wi-fi não pega na caverna? Sinal da tim então…

Mas o muro não bloqueia completamente a saída, ráa! A luz dos raios de sol durante o dia e fogueiras feitas à noite te dão uma visão de lá de fora, através de formas refletidas na parede da caverna. Você vê varias formas indefinidas se movimentando atrás do muro, as vezes escuta sons e, com o tempo aquilo se torna a sua realidade.

Você passou a vida daquele jeito, vendo as mesmas coisas, sem ao menos poder virar o rosto. Imagina o torcicolo, o dia que virar, quebra. Enfim, no seu cérebro as sombras são algo real, e não o reflexo de pessoas e objetos.

Agora, você foi escolhido pra sair da caverna. Retiram você de lá, te fazem camelar por aí, pegar sol na cara, o que é horrível, porque sua visão é noturna. Você passa frio, calor, leva chuva e sol na cara e é confundido com imagens coloridas e formas definidas que não lembram em nada aquelas sombras distorcidas que era acostumado.

Nesse dia você nasceu.

Qual o primeiro sentimento que te vem à cabeça? Se disser alegria você é muito sacana, por não ter pensado em seus amigos e na vida limitada que continuam vivendo lá na caverna. Então você se entristece. Por eles. Por você.

Alias, a consciência da verdade quase nunca acompanha felicidade. Quanto mais longe você enxerga, mais melancólico se torna. Igual quando você descobre que os vampiros românticos e jovens não existem. E se existissem, jamais te pediriam em casamento.

Foco na caverna.

Continuando a linha de pensamento do Platão. Imagine que então você é levado de volta pra caverna. Você não é mais o mesmo, nunca será. Lembra da frase “uma mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”?

Por consequência você trará novas informações, contestando tudo em que seus companheiros acreditam. A verdade é intimidadora, o conhecimento dá medo mesmo. Os outros presos não acreditam nas suas palavras, você é isolado deles. Enquanto passam o tempo que resta adivinhando quando e como as formas aparecerão na parede. Um se vangloriando mais que o outro por ser mais inteligente. E você assistindo aquela ingênua brincadeira de crianças, que são tudo na vida daquelas pessoas. Sem poder dizer mais nada e sofrendo ameaças de morte se insistir.

Platão deixa claro que as pessoas que vivem na caverna não querem sair dela. Não há sequer curiosidade. A vida é aquela bosta de parede tela plana sem HD e 3D, e pronto.

Mas e se eu disser que nós ainda vivemos na caverna? Com wi-fi, amém. Mas uma grande tela cheia de dados, porque dados nem sempre são informações. Primeira regra da informática.

Somos condicionados a acreditar e pior, aceitar como realidade aquelas sombras distorcidas de informações manipuladas por quem sabe da verdade, ou pensa que sabe. Não é vergonha nenhuma ser enganado, mesmo, levanta essa cabeça. Mas ative seus sensores, use como arma sua curiosidade que sempre gera dúvidas. O que nos leva ao famoso senso crítico. E não é brincadeira, ter senso crítico requer prática, habilidade. Somos capazes de configurar como nosso cérebro recebe e filtra informações. Isso requer treino, alimentação saudável e uma massa encefálica molinha, porém aberta a novos conhecimentos. Já que aquela velha opinião formada sobre tudo não nos representa mais.

E mesmo assim ainda somos todos suscetíveis a encarar dados aleatórios como informações verdadeiras.

Mas que é uma delícia sair da zona de conforto, vulgo caverna com paredinha escrota, ah isso é.

Avisão!

Aviso ao leior

Rapidão!

O Tá Na Nuvem mudou, a nuvem dispersou, o céu clareou, e o nome do blog agora é Goticity. Que é um antigo nick meu. Como já mencionei em outro momento, o nome do blog foi criado para outro propósito, e com o tempo perdeu o sentido. Enfim, não me representava mais.

O tananuvemblog.com.br continuará redirecionado pra cá, talvez você tenha chegado por ele, mas ficará apenas por um tempinho. O suficiente para todos se atualizarem.

O tananuvem.blog.br será desativado também. Vai com deus!

O twitter do blog agora também é @goticity (minha conta pessoal). O @tananuvem será desativado, já que não tem mais porque mantê-lo. É só uma notinha mesmo, pra quem chegar de paraquedas.

Ô confusão desgraçada, nossa senhora. MASSS…é um dia feliz. Então atualize-se, que agora a coisa ficou séria goticity.com.br na cabeça.

Abração

Cotidiano de Tyler Durden

TylerDurden

– Você não é a droga do seu trabalho. Nem a roupa de marca que está usando. Nem seu apartamento ou a porra do seu carro 0Km. Cara, você é o lixo do mundo, uma porcaria, um experimento mal sucedido. Você foi renegado pelo seu próprio criador. Tá na hora de aceitar que talvez deus não goste de você, nunca te quis e provavelmente te odeia.
– Tyler…
– Se por acaso não percebeu nós não somos especiais. E você definitivamente não tem uma beleza única. De fato somos todos matéria orga….
– Tyler, resmungando sozinho de novo?
– Sim, minha matéria orgânica podre preferida.
– Cala a boca. Toma o pano prato, segura logo, hoje é seu dia de limpar a cozinha. Eu vou tirar os bolinhos do forno logo e sair pra comprar umas lembrancinhas para amanhã.
– Megera capitalista. Gastando o meu dinheiro com comida para mulheres que você odeia e inveja. Sempre tentando ser perfeita, querendo controlar tudo, quando na verdade não temos o controle de nada. E você sabe muito bem que nenhuma delas são suas amigas de verdade. Vocês todas furariam os olhos umas das outras com seus scarpins pontudos, pra alcançar primeiro a prateleira das ofertas com 90% de desconto. Vocês fundariam seu próprio clube da luta e dariam 3 beijos falsos no rosto antes da primeira luta. Bruxa, peidei em todos os seus cupcakes para o chá de amanhã com elas. Bom apetite. Espero que elogiem no final.
– O que você tá resmungando agora?
– Ah, nada. Já to indo, mulher.

Vai lá cuidar da porra das plantas

Beber pra não pensar...

Beber pra não pensar…

As vezes choro por dentro, sabe como é? Quando você sente uma pressão no coração tão forte que sabe que algo arrebentou. Claro que filosoficamente falando, imagina uma veia diretamente ligada ao seu coração estourar, puf. Tchauzinho, me mande um cartão postal lá do outro lado.

Mas toda essa pressão surge só de cogitar a hipótese de que uma pequena suspeita seja real. Esqueça amor ou dinheiro(eu associando dinheiro com amor). To falando da razão da nossa existência, ou a falta dela. A dúvida que nunca se cala. Criaram até uma palavra muito doida que define isso, e significa basicamente o estado de espirito depressivo que uma pessoa se encontra quando começa a pensar de onde veio e qual o seu propósito. Além do sentimento devastador de frustração e incapacidade de entender essa questões. Acatalepsia.

É pra enlouquecer até uma mente jedi.

Eu tinha muita fé. Em mim, em você, no que nós representamos aqui na terra e no que seria o nosso final/inicio magistral. Não do ponto de vista religioso, mas todo aquele lance de renascimento -quando você vai pro lado de lá, seja pra baixo ou pra cima- sempre me fascinou. São respostas que eu nunca deixarei de buscar.

Outro dia li relatos de pessoas que experimentaram a viagem astral, que nada mais é do que sua alma saindo do corpo pra dar uma volta por ai, ficando ligada ao corpo por uma espécie de cordão umbilical espiritual, que garante a volta pra casa.

O rapaz viajante contou que na busca por respostas ele “entrevistou” uma série de almas desencarnadas pra saber sobre deus. Tanto os falecidos quanto outros viajantes não sabiam de nada. A vida continuava pra eles, de um modo diferente, mas era isso ai. Fim. Sem subida gloriosa pro céu, nem glitter, nem são Pedro no portão ou boas vindas. Só uma alma vagando enquanto o corpo virou poeira de estrela. Tá pronto pra isso?

E de acordo com essa técnica de viagem astral você pode ir pra qualquer lugar ver qualquer coisa. Alias, li também que essa técnica era usada por militares para descobrir as táticas inimigas sem serem pegos. Ou seja, você que está ai limpando o nariz com o dedo mindinho ou sem calças, pode estar sendo observado por um viajante ou espirito pervertido.

Feche seu diário.

E não olhe para o lado agora.

Isso tudo parece uma grande piada sem graça. Eu, você, o universo. Mas ainda não conheço uma visão mais pessimista do que aquela que é mostrada no filme Nosso Lar. Como sempre classificando pessoas em boas e más, como se isso fosse possível. A gente sempre escuta histórias de espíritos bons e malvados, essa necessidade de nos intimidar e assustar é repugnante. Tire as memórias, sentimentos e personalidade de um ser humano e talvez você tenha uma ovelha boazinha.

Vi pessoas chorando de emoção, se agarrando nas almofadas do sofá, pensando na vida e no quanto falta para se tornarem seres humanos melhores. Por causa de um filme. Pra muitas pessoas, ser bom é uma meta, a unica meta.

O filme é uma das histórias psicografadas do Chico Xavier. E a maior diversão que você tem lá no céu, além de esperar uns 7 anos pra usar o wi-fi celestial, é o de carpir uma grama no grande bosque tedioso que todas as almas de bom coração e sem gosto para moda vivem.

O que nos espera, afinal? Uma put@ sacanagem eu te digo, uma roubada maior do que essa que você está agora.