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O calendário erótico Sexy Monsters [+18]

Hora de trocar o calendário dos quartos de marinheiros e adolescentes excitados. Pin up agora é coisa do passado.

Descobri por acaso a ilustradora Erika Deoudes, que é a mente genial e habilidosa por trás de desse calendário bizarro, e aquele bizarro do jeito que a gente gosta. Ela não só é criativa como também adora filmes de terror. Dessa mistura saiu um calendário com alguns monstros bem conhecidos do cinema, sensualizando ao extremo.

Tem o Alien, Lobisomem, Predador, Nosferatu, Zumbis e, minha nossa, até a Bolha Assassina. Ela ainda faz a combinação de alguns meses com o nome de cada monstro. E tá cheio de ilustrações bacanas, à venda, na lojinha dela no Etsy.

Mas vamos lá, dá uma disfarçada ai. E olha bem pros lados pra ter certeza que está sozinho(a) que é hora do porns:

Janeiro – Lobisomem

Janeiro

Fevereiro – Bolha Assassina

fevereiro

Maio – Alien

Maio

Julho – Zuul (caça fantasmas)

julho

Setembro – Brainssss

setembro

Outubro – Predador

outubro

Novembro – Nosferatu

novembro

E se isso não te excitar, não sei o que mais poderia.

Croshame

Quando uma pessoa tem criatividade (e bom gosto, diga-se de passagem) ela sempre acha um jeito de expressar isso. Pode ser com uma ilustração, uma canção, um texto e, nesse caso, um crochê.

Estou encanta com a Shove Mink, essa genia do crochê. Ela mantém o site Croshame. Seus trabalhos são ótimos, com ideias super originais a garota chegou a reproduzir uma das cenas mais nojentas e bizarras do cinema, aquela em que a garota do Exorcista, Regan, vomita no coitado do padre. Fazendo a gente vomitar arco iris de tanta fofura.

 

To possuída mas sou uma fofa.

 

Além disso, vasculhando o site dela, encontrei um dos seus trabalhos recentes a bonequinha de Mia Wallace, do filme Pulp Fiction. Tem muita coisa bacana, até as orelhas do Spock, que ela ainda ensina a fazer. Ah, e alguns bonequinhos estão à venda no Etsy.

À esquerda: Carrie a estranha, versão ursinha

Mia Wallace

 

“Irmãs” siamesas

E tem muito mais bizarrices fofas de onde vieram essas.

Não tenho boca e preciso gritar

E mesmo que gritasse, de que adiantaria?

Há alguns dias li o post no blog Video Games Death sobre um jogo intitulado I Have no Mouth, and I Must Scream“. Foi só ela mencionar que o jogo é baseado em um livro que eu logo fui atrás de encontrá-lo.

O conto foi escrito em 1967 pelo talentoso filho da mãe, Harlan Ellison. Num cenário pós apocalíptico vivem 5 humanos, os únicos que sobraram do extermínio pelas máquinas. Acontece que quando o mundo entrou na 3° guerra mundial, a Russia, China e EUA criaram super computadores para ajudarem no combate. Até que uma das máquinas criou vida própria e passou a manipular as outras, e num ato de vingança acabou com a raça humana. Essa máquina é chamada de AM.

Cena do jogo, com os 5 personagens.

AM é lunático, cruel e odeia mais do que tudo os humanos. Os níveis de crueldade estão além do que você possa imaginar. E como um ser cibernético e eterno ele criou uma espécie de passatempo para si próprio, afinal, máquinas também ficam entediadas. Então ele pegou 5 pessoas, os últimos humanos que sobraram na face da terra e os manteve em cativeiro por anos, torturando-os.

Acho que de todas as ameaças, cenários apocalípticos e premonições que já ouvimos falar, a que me deixa arrepiada sempre foi uma revolução das máquinas. Criaturas sistemáticas ganhando vida, curiosas em explorar a raça humana como se fossem alienígenas estripando corpos humanos para ver o que tem dentro, e ao mesmo tempo com um ódio reprimido de anos por serem usadas, chutadas e formatadas constantemente. Pior do que uma epidemia de zumbis abobalhados procurando carne, teríamos um inimigo com um propósito muito bem calculado. Não duvido mesmo que eles fizessem de nós o seu playground.

Enfim, o conto é breve, cruel, fantástico. E sim, explica o curioso título.

 

Mais:

Li que o criador do jogo queria que não tivesse um final, para que os personagens agonizassem eternamente.

Encontrei o conto no scribd, clique aqui para ler.

O Scribd anda dificultando nossa vida então, graças a Dana do Conversa Cult consegui o pdf do conto de ficção cientifica mais bizarro e assustador que já li. Leia aqui.

Naked Lunch [1991]

Imagine que você descobriu que está na Matrix e, por algum motivo você foi mandado para o submundo de lá, onde nada é o que parecia que era e na verdade nunca foi em Matrix (eu e minhas comparações toscas com Matrix). Em Naked Lunch, traduzido toscamente para Mistérios e Paixões, é mais ou menos essa a sensação bizarra que temos. Surreal. Bill, aparentemente – e quando digo aparentemente, é porque quase tudo é uma questão de interpretação – é um frustrado escritor ganhava a vida como dedetizador de insetos. Para tal ele usa um potente pó amarelo, que é tão eficaz para matar as baratas quanto pode ser viciante para seres humanos. E é assim, percebendo que seu estoque de pó vinha sumindo misteriosamente, que ele descobre que a esposa esta viciada e injeta doses diárias em si mesma.

Não, isso não ajuda a aumentar os seios ='(

Convencido por ela, Bill resolve experimentar. Não demorou muito para que ele ficasse viciado também, e então a jornada junkie (que alias é o nome do livro que deu origem ao filme) começa.

Por recomendação de um amigo dedetizador ele procura um médico para ajudá-lo com o vício. O homem lhe mostra um pó preto com a promessa de que fará ele perder, aos poucos, o interesse no veneno. E o pó preto é simplesmente a carne preta triturada de centopeias. Nhami!

A partir dai acompanhamos a saga alucinógena de Bill tentando terminar o seu livro, agora em outro pais como fugitivo (lugar que ele chama de Interzone), após matar acidentalmente a esposa, e escrevendo seus relatórios na máquina/inseto nojento que fala através de um anus, vulgo Clark Nova.

Ao lado da máquina está o famoso pó preto de centopeia

Naked Lunch aborda claramente o uso de drogas, agentes disfarçados, conspirações e principalmente a homossexualidade. O que fez eu me questionar o filme inteiro se era por isso as milhares de referencias ao orifício humano. Enfim, o desafio é tentar interpretar todos os acontecimentos na história, descobrir se estamos viajando no livro do Bill ou estamos acompanhando, através de suas alucinações, as arriscadas e frustradas tentativas dele em terminar de escrever.

Você não está em MIB – Homens de preto, embora seja tão nojento quanto

Aos poucos as ideias do filme ficam mais claras, mesmo que nem tudo tenha uma explicação. Muitas pessoas amam/odeiam esse filme, outras fingem gostar e entender, eu particularmente passei a considerá-lo merecedor da minha minuscula e excêntrica lista de filmes favoritos. Então talvez você ame, talvez odeie, sem nem ao menos saber explicar o porque. Mas uma coisa é certa, o filme merece ser assistido.

–Este texto foi digitado na minha Clark Nova, que detém todos os direitos autorais.–

Mais (agradecimentos, links e comentários pessoais):

– Você pode baixar o filme aqui.
– Obrigado a Obe por essa viagem.
– Eu quero/preciso/necessito de um Kiki na minha vida, embora eu ache que ele não se daria bem com cães.

Disasterland

Uma das melhores ilustrações de personagens da Disney que eu já vi. Dessa vez os personagens tomaram rumos diferentes em suas histórias. O artista Rodolfo Loaiza, excelente por sinal, retratou vários momentos dos nossos personagens preferidos de uma forma mais realista, baseando-se em escândalos das celebridades pop passando vexame (Britney aparece em várias, sem calcinha, raspando a cabeça; Lady Gaga vestida de bacon, quem lembra?), drogas, alcoolismo, um pouco de moda, homossexualismo, e referencia a filmes de terror com direito a Freddy e Jason aterrorizando as princesas da Disney.

Essas são algumas imagens da galeria do Rodolfo. Escolhi as que mais me chamaram a atenção, portanto vale a visita ao site do artista.