Categorias: Comportamento

Vai lá cuidar da porra das plantas

Beber pra não pensar...

Beber pra não pensar…

As vezes choro por dentro, sabe como é? Quando você sente uma pressão no coração tão forte que sabe que algo arrebentou. Claro que filosoficamente falando, imagina uma veia diretamente ligada ao seu coração estourar, puf. Tchauzinho, me mande um cartão postal lá do outro lado.

Mas toda essa pressão surge só de cogitar a hipótese de que uma pequena suspeita seja real. Esqueça amor ou dinheiro(eu associando dinheiro com amor). To falando da razão da nossa existência, ou a falta dela. A dúvida que nunca se cala. Criaram até uma palavra muito doida que define isso, e significa basicamente o estado de espirito depressivo que uma pessoa se encontra quando começa a pensar de onde veio e qual o seu propósito. Além do sentimento devastador de frustração e incapacidade de entender essa questões. Acatalepsia.

É pra enlouquecer até uma mente jedi.

Eu tinha muita fé. Em mim, em você, no que nós representamos aqui na terra e no que seria o nosso final/inicio magistral. Não do ponto de vista religioso, mas todo aquele lance de renascimento -quando você vai pro lado de lá, seja pra baixo ou pra cima- sempre me fascinou. São respostas que eu nunca deixarei de buscar.

Outro dia li relatos de pessoas que experimentaram a viagem astral, que nada mais é do que sua alma saindo do corpo pra dar uma volta por ai, ficando ligada ao corpo por uma espécie de cordão umbilical espiritual, que garante a volta pra casa.

O rapaz viajante contou que na busca por respostas ele “entrevistou” uma série de almas desencarnadas pra saber sobre deus. Tanto os falecidos quanto outros viajantes não sabiam de nada. A vida continuava pra eles, de um modo diferente, mas era isso ai. Fim. Sem subida gloriosa pro céu, nem glitter, nem são Pedro no portão ou boas vindas. Só uma alma vagando enquanto o corpo virou poeira de estrela. Tá pronto pra isso?

E de acordo com essa técnica de viagem astral você pode ir pra qualquer lugar ver qualquer coisa. Alias, li também que essa técnica era usada por militares para descobrir as táticas inimigas sem serem pegos. Ou seja, você que está ai limpando o nariz com o dedo mindinho ou sem calças, pode estar sendo observado por um viajante ou espirito pervertido.

Feche seu diário.

E não olhe para o lado agora.

Isso tudo parece uma grande piada sem graça. Eu, você, o universo. Mas ainda não conheço uma visão mais pessimista do que aquela que é mostrada no filme Nosso Lar. Como sempre classificando pessoas em boas e más, como se isso fosse possível. A gente sempre escuta histórias de espíritos bons e malvados, essa necessidade de nos intimidar e assustar é repugnante. Tire as memórias, sentimentos e personalidade de um ser humano e talvez você tenha uma ovelha boazinha.

Vi pessoas chorando de emoção, se agarrando nas almofadas do sofá, pensando na vida e no quanto falta para se tornarem seres humanos melhores. Por causa de um filme. Pra muitas pessoas, ser bom é uma meta, a unica meta.

O filme é uma das histórias psicografadas do Chico Xavier. E a maior diversão que você tem lá no céu, além de esperar uns 7 anos pra usar o wi-fi celestial, é o de carpir uma grama no grande bosque tedioso que todas as almas de bom coração e sem gosto para moda vivem.

O que nos espera, afinal? Uma put@ sacanagem eu te digo, uma roubada maior do que essa que você está agora.

TAG- Campanha de incentivo à leitura

campanha de incentivo à leituraFaz tempo que eu não respondia uma tag, e é bom ser indicada pelos vizinhos de vez em quando. Essa veio da Valéria, que manja muito das palavras e tem umas ideias sobre a vida que eu me identifico bastante.

Então bora pra tag!

Aposto que tem alguém pensando: “ler, grande coisa”. Né? Tanta gente ai viciada em livros e que não sabe escrever, não sofisticou vocabulário muito menos abriu a mente.

Mas será que é realmente assim? Acho que a gente cria muita expectativa com a leitura, assim como muitos são endeusados pelas metas de leitura alcançadas. Cretinos sortudos. Mas a coisa não funciona assim, é um processo lento e intimo. Pode ser uma palavra nova, ou antiga que você escrevia errado, uma emoção tão intensa que somente um cenário apocalíptico poderia propiciar, ideias para escrever sua própria história, maneiras de matar/assombrar/torturar, psicologicamente, claro, aquelas pessoas queridas, ou uma fuga de momentos estressantes e difíceis de lidar. Inúmeras razões, inúmeros benefícios.

Acho sim que a leitura deve ser sempre incentivada, ela não salva você, mas sem querer fornece algumas ferramentas. E vale até pra Crepúsculo (que me serviu de ideia para pequenos diálogos). Isso me fez recordar de um texto que li há um tempão, lembro que o autor escreveu algo sobre livros “ruins”, ou no caso aquele que ninguém gosta, ou os que sofrem do nosso preconceito. Ele dizia que é importante ler de tudo, sem frescuras, ao menos tentar. Com o tempo você vai identificar o seu estilo literário e vai saber quais leituras buscar. E mesmo assim a gente não está livre de fazer más escolhas.

Mas é importante começar de algum lugar, como tudo na vida. E como a ideia da tag é incentivar a leitura, e minha tarefa é indicar apenas um livro, escolhi um cheio de teorias de conspiração e podres da NSA (Agência de Segurança Nacional americana), que coloca a CIA no chinelo. O livro é o Fortaleza Digital.

Fortaleza DigitalA personagem principal é Susan Fletcher, uma criptógrafa que trabalha na NSA cuidando de um supercomputador, o TRANSLTR. Ele foi feito para decifrar qualquer tipo de código, porém (pausa para o espanto), ele simplesmente se depara com um código indecifrável. Nem mesmo Susan com toda a sua beleza (matemática) consegue quebrá-lo. Logo eles descobrem que o código vem de um antigo funcionário. A coisa fica tensa quando Ensei, ameaça jogar na internet e expor informações importantes do governo. A mando do próprio diretor da NSA, Susam viaja, junto com um professor de línguas, atrás de Ensei e em busca da senha para o código.

Quais as motivações dele? o que isso significa? E até onde vai a sua privacidade digital? Essas e outras perguntas você descobrirá em Fortaleza Digital. 😉

PS.: Li há muitos anos, e por culpa desse livro cheguei a estudar um pouco de criptografia.

Você pode ler o ebook aqui. Mas com certeza vai querer comprar o livro físico, item de estante.

 

Opa, quase esqueço de indicar alguns blogs. Uni duni tê, o escolhido é você:

Conversa Cult

Electric Beans

Momentum Saga

 

 

Meus Panoramas do Inferno

Hideshi Hino criou o mangá Panorama do Inferno. Tem toda uma historinha triste e meio bizarra que conta os traumas psicológicos que ele sofreu durante o tempo que criava o mangá. Muita gente tira sarro, o próprio mangá chega a ser uma piada em certo momento, mesmo assim eu gostei. E por mais absurdo que pareça, se prestar atenção ele usou vários elementos reais para dar vida ao pintor maluco que desenha quadros sobre suas visões do inferno. Ah, e tudo pintando com o sangue dele. Deve ter ficado anêmico no primeiro quadro, mas enfim.

E ai eu resolvi roubar a sua ideia, e descrever brevemente alguns fatos ou situações que considero meus panoramas do inferno. Sem sangue, sem traumas:

Spoiler [spoilers na imagem abaixo, CUIDADO]

Essa imagem é estampa de uma camiseta. Acredite se quiser!

Essa imagem é estampa de uma camiseta. Acredite se quiser!


Ahh, pessoas que fazem spoiler…com que frequência? O tempo todo. Como funciona o cérebro desse ser humano? Qual a área do cérebro que faz a gente distinguir o certo do errado mesmo? Meu palpite é de que ele recebe altas doses de dopamina a cada palavra apocalíptica que vai destruindo todo um sonho que era ler/assistir determinada obra. Essa é a pior visão do inferno que eu consigo imaginar, um mundo sem surpresas, onde um fdp aparece e conta tudo pra você.

Sabe, desde que o mundo é mundo as pessoas são falsas, aproveitadoras, vingativas e egoístas. A gente aceita, aprende a conviver, você já deve estar acostumado com isso também. Então assim, fale mal de mim, roube meu dinheiro, se vingue, mas não venha me dizer que o Bruce Willis estava morto o filme inteiro.

Fim de The Walking Dead
"The Walking Dead"

Sem pensar em todos os momentos cansativos e desgastantes que a série teve, e o medo de que ela se perdesse no caminho(esse medo ainda existe), eu já não sei viver sem ela. Nunca um apocalipse zumbi foi tão “real”, tão humano. Me sinto parte daquela família. Pessoas que nem tem o que comer direito, sem shampoo, adstringente, creme anti idade, chapinha, CAFÉ, ou grandes expectativas, que ironicamente vivem a sua liberdade numa prisão. Sim, eu gostaria realmente de ser um deles.

Ps.: Não que eu tenha notado, não que eu me importe, não que eu inveje, mas a Andrea colocou silicone, né?

Fim da blogosfera

O negócio ta ficando selvagem

O negócio ta ficando selvagem

Já parou pra pensar nisso? Mesmo que você seja apenas um simples mortal (leitor) e não blogueiro. Não sei se você sabe mas existe uma guerra cibernética acontecendo há um bom tempo na blogosfera. É uma guerra suja, infantil e que sinceramente não sei onde isso vai dar. Vamos acabar migrando pra deep web. Um interessante panorama do inferno seria se a cada dia mais de 300 blogs fossem criados. Pessoas descontroladas, copiando conteúdo dos outros para encher o próprio blog. Outros criando temas com fundo preto e letras amarelas. Gente que ofende os outros a cada post, conta mentiras, posta as mesmas coisas que outros milhões. Blogueiros que se transformam em pseudo-cults, falando sobre livros do momento, starbucks, crocs e filmes preto e branco que nem chegaram a assistir. Já imaginou uma blogosfera dessas?…mas, espera ai…

Alienígenas dominados por humanos
distrito-9-filme

Eu nunca esqueci as cenas do filme Distrito 9 e a forma como os alienígenas foram tratados. Se bobear viravam sopa ou assado na mão dos traficantes do distrito que moravam, que mais parecia um campo de concentração. Eles se adaptaram aquela miséria. Ninguém os queria por perto, e quando entenderam que os camarões (como eram chamados) ficariam presos no nosso planeta por muitos anos os trataram como lixo. Não é tão diferente da situação das pessoas que conviviam com eles, naquela especie de favela. Isso levanta uma série de questões, e você poderia dizer: Mas se nós somos abandonados pelo governo, porque eles deveriam ter tratamento especial?

Seria como ver o reflexo de toda a negligência que nós sofremos, de um outro angulo. Nós, expectadores do sofrimento de uma outra raça vivendo na classe média baixíssima. Fora que isso tira todo o glamour do que seria a chegada de vida alienígena no nosso planeta.

Dor também sangra

Fight Club

Vários ossos quebrados, nunca estive melhor

Quem não se identificou ou imaginou fazendo parte de um clube da luta?

Um soco no estomago, daqueles dados com vontade é uma dor surreal. Surreal porque parece que você sai do corpo, que de repente queima e enjoa, fazendo voltar à realidade. Depois a dor desaparece, até virar hematoma no dia seguinte. Segundos que viraram horas, acabaram. Você já levou um soco na cara? Não to falando de tapa, mas um soco, quando aquele punho chega do nada te atingindo e você mal sente dor de tanta raiva e excitação(e nada do tipo 50 tons de cinza, veja bem) e só nota o gosto de “metal” do sangue um tempo depois.

Tenho amigos viciados em dor física, mas um deles é brigão em tempo integral e, claro, com seus conflitos internos. Trabalhar a mágoa surrando a cara alheia é uma das formas mais antigas de tentar superar uma dor. Já eu prefiro trabalhar a dor emocional me deixando atormentar pelos fantasmas e erros do passado, que inevitavelmente atrapalham o presente e tornam o futuro obscuro e sombrio. Feche os olhos e imagine a dramatização da ultima frase naquele clima dos filmes de terror da época de 50 e narrado pelo Vincent Price, é. Só sei que vira uma bola de neve emocional e bem mais dolorida que o chute no saco que meu amigo levou, eu acho. Me tornando escrava da dor, assim como ele.

Entrar numa briga (não apenas por despeito) tem significados diferentes para muitas pessoas. Como no Clube da Luta, você participa com grande chance de ser arrebentado e sair deformado ou aleijado, mas tem que se livrar de toda a dor que carrega no peito. E você soca um estranho até que ele peça pra parar, mas no fundo você não quer parar.

Uma dor por outra dor, qual machuca menos?

O que já não é segredo pra ninguém

Curtindo a vida adoidado!

Curtindo a vida adoidado!

Fiz tantas coisas nessas férias, bebi meu achocolatado preferido o dia todo, dormi uma hora a mais do pouco que costumo dormir graças a muita meditação e yoga, roubei sinal de wifi, sai nas ruas de São Paulo à noite, até postei fotos do que comi no instagram (depois apaguei). E minhas aventuras não terminam por aqui.

E eu não sou muito fã de postagens com desculpas sobre ausência de posts, mas sei que algumas pessoas estão estranhando a poeira que está esse lugar…cof, cof. Mas não tema, com Camila não há problema e logo o TNN volta da colônia de férias. 🙂